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Os reflexos do COVID-19 no mundo

O COVID-19 impactou diretamente o comércio exterior no mundo todo, e é claro que, países como o Brasil, poderá sofrer um impacto ainda maior na economia se ações pontuais não forem tomadas. Por esta razão, o empresário deve estar atento a todos os acontecimentos e informações relevantes neste momento, para minimizar as consequências dessa pandemia, e quem sabe até, criar oportunidades sustentáveis.

Logicamente que é difícil comparar o momento atual, com as grandes crises econômicas que vivenciamos até hoje, no entanto, gerir os negócios com pessimismo, não fará a economia girar. É necessário pensar em novas oportunidades de negócios, inovar de forma sustentável. Aprender com as lições passadas.

Vale lembrar que, historicamente, grandes negócios foram criados em meio a tempos de crise como a Nutella, que foi criada na Itália após a segunda guerra mundial, que com a escassez do cacau, criou-se o creme de avelã com açúcar e um pouco de cacau. Outro case interessante, foi o do jogo de tabuleiro Monopoly ou Banco Imobiliário, que surgiu após a crise de 1929, quando Charles Darrow teve a ideia de criar um jogo de investimento pois as pessoas não podiam investir na vida real. Pensando em exemplos atuais, podemos citar o AIRBNB e a UBER, que surgiram após a crise de 2008, com foco naqueles que necessitavam complementar a sua renda, o que foi um sucesso mundial (Estadão, 2016). Um exemplo atual é o caso da Sharp, empresa de eletro eletrônicos pertencente a Foxconn, que está utilizando uma de suas unidades para a fabricação de máscaras, devido ao crescente aumento da demanda (parte da produção será doada a hospitais do Japão). Estes foram apenas alguns exemplos de superação, perseverança e inovação em meio a um momento de crise, que podem nos inspirar a criar oportunidades.

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Governos do mundo inteiro estão criando pacotes de medidas para minimizar os efeitos da pandemia na economia de seus países. Nos Estados Unidos da América, um plano proposto pela Casa Branca inclui a injeção de US$ 1 trilhão, sendo que dentro deles está o envio de cheques de R$ 1.000 para os cidadãos vulneráveis, para aumentar o consumo. O Reino Unido anunciou que garantirá US$ 400 bilhões em empréstimos às empresas afetadas. Na Itália o governo anunciou a suspensão do pagamento de hipotecas, garantiu auxiliar financeiramente as empresas afetadas, entre outros benefícios. No Canadá, o Primeiro Ministro anunciou uma forma de subsidio aos desempregados que pode chegar a CAD 900,00 quinzenais. Na Argentina, o governo anunciou um investimento de US$ 1,5 bilhão na economia para enfrentar a possível recessão. Já no Brasil, várias medidas estão sendo discutidas no momento, entre elas, a injeção de R$ 147,3 bilhões na economia, com intuito de manter a economia circulando.

Não obstante a injeção monetária na economia mundial, pelos respectivos governos, obviamente que não há como prever quando a economia global voltará aos eixos, tampouco quais serão as reais consequências causadas pela pandemia, portanto, o momento agora é de reflexão, de analisar as melhores práticas, e ficar atento para novas oportunidades que poderão surgir. 

Juliana Shimizu Sasasaki business development mananger.

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